As nove ilhas de Tuvalu - Olhares do Mundo

As nove ilhas de Tuvalu

Destino paradisíaco escondido na Oceania pode estar ameaçado pelo avanço do Pacífico Sul e pela escassez de água doce

Tuvalu parece um fundo de tela de computador. O arquipélago é afastado e tranquilo, com praias de águas calmas e cristalinas, areia fina, branca e salpicada de palmeiras, conjunto que forma uma visão de tirar o fôlego.

A economia de Tuvalu é tão pitoresca quanto as ilhas que a formam, baseada na exportação de copra (polpa de coco seca), pandano (espécie de planta tropical), na venda de bandeira tuvaluana e na emissão de selos para colecionadores.

Formado por um grupo de nove ilhas em forma de anéis (chamadas de atóis), sua capital é Funafuti, local com patrimônio histórico dos restos de um avião japonês que caiu ali durante a Segunda Guerra Mundial. A maior ilha é Fongafale (distrito de Funafuti), que possui quatro vilarejos e áreas de convivência comunitárias, ótimas para manter contato com outra cultura e passar um tempo em família. Outros atóis interessantes são Nanumea, que possui uma  área de preservação que cobre aproximados dois quilômetros quadrados, e Vaitupu que é lar da segunda população mais vasta do país. As outras ilhas que compõem o paraíso terrestre são: Nui, Nukufetau, Nukulaelae, Nanumanga, Niulakita, Niutao.

A história do arquipélago com as águas é triste e curiosa. É do mar que as famílias tiram seu sustento, é no mar que, entre jogos e disputas de nado, crianças e adultos se divertem. E é do oceano que vem a maior preocupação. As nove ilhas paradisíacas podem ficar submersas em poucas décadas, vítimas de enchentes e de um mar cada vez mais agressivo. As águas avançam de maneira tão avassaladora que não restam dúvidas de que Tuvalu não viverá para conhecer o próximo século. As medições foram iniciadas nos anos 90 mas ninguém sabe ao certo o ritmo do avanço do Pacífico Sul sobre os atóis tuvaluanos.

Em 2011, o país declarou estado de emergência em razão da falta de água doce. Porém, a vizinha Fiji, outra nação pitoresca e isolada, amenizou parcialmente a agonia dos tuvaluanos enviando um milhão de litros de água potável. Deste país, aliás, pode vir a solução definitiva para as mazelas do arquipélago. É lá que os tuvaluanos podem se exilar se os eventos climáticos extremos continuarem testando as ilhas polinésias.

Tuvalu é um destino que promete relaxar e enriquecer espiritual e culturalmente. Devemos aproveitar suas praias e águas cristalinas antes que seja tarde demais e nossa “Atlântida Moderna” se torne o primeiro país a ser engolido pelo oceano.

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