Holanda de Bicicleta - Olhares do Mundo

Uma cena comum, principalmente nas cidades grandes: dar voltas e voltas no quarteirão à procura de uma vaga para estacionar. Isso, além do trânsito e da poluição, é um dos motivos para, por exemplo, deixar o carro em casa e ir para o trabalho de bicicleta. Agora, imagine um lugar em que a falta de vagas é justamente para as bicicletas. Isso é o que acontece em cidades como Amsterdã e Roterdã, na Holanda. Lá, são impressionantes 18 milhões de “bikes” para 17 milhões de habitantes. Ainda assim, acredite, os benefícios são muitos, principalmente para os turistas.

Só em Amsterdã são quase 500 quilômetros para os ciclistas irem até os pontos turísticos mais interessantes da capital do país laranja, como a Casa de Rembrandt, local onde viveu um dos maiores pintores da história, ou o Natura Artis Magistra, zoológico no centro da cidade.

Mas não é só na capital que você pode aproveitar essas comodidades. Em todo o país, são mais de 30 mil quilômetros de ciclovias. Para efeitos de comparação, todas as ciclovias de todas as capitais brasileiras, somam apenas mil quilômetros. É exatamente por conta dessa larga extensão que você pode ir, por exemplo, até Keukenhof, onde estão os mais belos campos de tulipas, símbolo nacional. O parque, que só abre durante a primavera, fica na cidade de Lisse, a cerca de 30 quilômetros de Amsterdã.

Outra parada obrigatória – e exclusiva – para quem está montado na “bike” é a Ciclovia Van Gogh-Roosegaarde. Desenvolvida por um escritório de design, ela fica na cidade de Nuenen, a 125 quilômetros de distância da capital. Inspirada na tela “A Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh, a ciclovia é preenchida por 50 mil pontos luminosos que, de noite, nos presenteia com uma visão incrível. Além de sua poesia e beleza, as luzes são autossuficientes, já que usam energia solar.

irmao-rafa

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