Visão Archives - Olhares do Mundo

Um olhar sobre a cegueira

Cerca de 80% da nossa percepção do mundo é construída por meio da visão. De longe, entre todos os órgãos dos sentidos, os olhos são os mais importantes. Quando sentidos como olfato e paladar param de funcionar, mesmo que momentaneamente, são nossos olhos que nos protegem de diversos perigos. A ZEISS atua em diversos países para levar atendimento oftalmológico aos mais necessitados e combater a cegueira.

Celebrada anualmente em outubro, a Semana da Visão tem como foco principal atrair os olhares do mundo para os problemas relacionados à oftalmologia. Hoje, 36 milhões de pessoas ao redor do globo estão completamente cegas. Desse total, 80% dos casos poderiam ter sido evitados. Enquanto existe a recomendação de que crianças e adultos se consultem com um oftalmologista pelo menos uma vez por ano, mais de dois bilhões de pessoas não têm qualquer tipo de acesso a este serviço. Para resolver esse problema em um ano, seria necessário marcar mais de 6 milhões de consultas por dia, 250 mil por hora, ou 70 por segundo. Números como esse mostram como é importante um olhar atento para essa adversidade.

Na Semana da Visão, confira as iniciativas da ZEISS nos cinco continentes:

América

Estados Unidos

Em parceria com a TOMS, a ZEISS desenvolveu uma coleção especial de óculos, denominada “Discoverist Collection”. Os óculos são equipados com lentes polarizadas que repelem brilhos indesejados produzidos pelo reflexo da água, asfalto e neve. Em troca de usar um produto de extrema qualidade, o usuário ajuda a restaurar a visão de pessoas por meio do financiamento de exames oculares, óculos de prescrição e cirurgias. Assim, cada par de óculos da coleção vendido ajuda a trazer visão clara para um pessoa necessitada. Saiba mais em: http://www.toms.com/the-discoverist-collection

Paraguai

Com o trabalho conjunto entre ZEISS e IAPB (Agência Internacional de Prevenção à Cegueira), foi inaugurado, em 2013, um centro oftalmológico de diagnóstico, terapia e treinamento em Assunção, capital do Paraguai. A ideia por trás destes centros é capacitar outros hospitais da região para, aos poucos, criar uma rede avançada e moderna capaz de combater os diversos problemas da visão até mesmo nas áreas mais remotas do país.

Europa

Alemanha

Para buscar “uma visão inigualável para todos”, funcionários da ZEISS na Alemanha criaram uma instituição de caridade para ajudar diretamente e arrecadar doações para os necessitados. Chamada de “Miracle of Sight”, a instituição procura capacitar centros oftalmológicos de correção de visão para crianças em países menos desenvolvidos. Isso é importante já que uma visão ruim é o principal motivo pelo qual os jovens saem da escola cedo. Assim, uma visão saudável irá impactar positivamente na carreira educacional das crianças. Para conhecer mais sobre o projeto e para doar, acesse: www.miracleofsight.org

Geórgia

A prática mostra que em regiões economicamente mais fracas, o treinamento pode ser um passo fundamental para alcançar uma qualidade de vida melhor. Como parceira da ICO (Conselho Internacional de Oftalmologia), a ZEISS apoia todos os programas de bolsa da instituição. Esses programas apoiam talentos notáveis da área do cuidado visual que vivem em regiões menos favorecidas. Os alunos passam meses em hospitais equipados com máquinas modernas desenvolvendo suas habilidades em oftalmologia para, depois, aplicar seus conhecimentos em seu país de origem.

Nos países em rápido desenvolvimento, médicos bem treinados são essenciais para prevenir doenças oculares e sintomas de cegueira. Além da Geórgia, médicos do México, Quênia, Índia, Etiópia, Síria, Paquistão e China também são convidados para esse tipo de programa.

África

Uganda

Mesmo com o maior centro oftalmológico da África Ocidental, Uganda sofre com a falta de acesso aos equipamentos mais modernos. A ZEISS, em apoio ao Benedictine Eye Hospital, na cidade de Tororo, doou um Tonômetro, dispositivo responsável por medir a pressão intraocular.

Fundado na década de 80, o Benedictine Eye Hospital é o hoje o mais importante da região. Além de atender moradores locais, o hospital também é responsável por levar assistência médica para pessoas que vivem em um raio de até 100 quilômetros de distância.

Sudão

O Shaheed a Fadheel Maz Center, em Cartum, capital do Sudão, foi inaugurado em março de 2016. O centro de treinamento oftalmológico é anexado ao Khartoum Teaching Eye Hospital (KTEH), hospital que atende mais de 70 mil pacientes por ano. Além disso, o KTEH também é responsável por treinar estudantes de outros países africanos. Lá, os médicos aprendem técnicas avançadas para cirurgias de retina e facoemulsificação. Para este centro, a ZEISS providenciou, além de lâmpadas de fenda e tonômetros, um ZEISS VISALIS 500, sistema próprio para facoemulsificação, e um ZEISS OPMI LUMERA, microscópio cirúrgico equipado com Rescan 700.

Nigéria

O University College Hospital, na cidade de Ibadan, é um centro de treinamento amparado pela ZEISS desde 2006. São diversos lasers oftalmológicos e microscópios cirúrgicos que são usados pelos 20 médicos do Departamento de Oftalmologia.

Tanzânia

Na cidade de Moshi fica localizado um centro de treinamento, fundado em 2007, apoiado pela ZEISS em colaboração com a Kilimanjaro Christian Medical Center.

Ásia

Índia

A ZEISS está liderando projetos para encontrar soluções sustentáveis que possam resolver os problemas relacionados à visão na Índia rural. Lá, 300 milhões de pessoas que necessitam de correção visual não tem qualquer tipo de acompanhamento médico. E como a raiz desse problema é a falta de profissionais e infraestrutura, o programa “Aloka Vision Programme” procura fornecer estruturas básicas para alcançar os moradores das áreas rurais. Para mais informações sobre o programa, acesse: https://www.zeiss.com/corporate/international/week-of-sight/en_de/desktop/week-of-sight/aloka-vision-programme.html

China

Desde 2014, a ZEISS Better Vision Children Aid Campaign, leva cuidado para a saúde dos olhos de crianças que foram abandonadas. A partir do momento que entrou no mercado da China, a ZEISS rapidamente alcançou marcas de sucesso. Ao mesmo tempo, como uma empresa que preza pelo suporte aos mais necessitados, levar programas como esse ao país é uma forma de demonstrar gratidão pelo reconhecimento do povo chinês.
Em agosto de 2014, a ZEISS iniciou a 1ª Campanha ZEISS Better Vision Children. Em apenas um mês, em cooperação com a Free Lunch Fund, a ZEISS arrecadou fundos para 108,560 mil refeições gratuitas para crianças que vivem em áreas pobres. Junto com a distribuição das refeições, a ZEISS visitou escolas dessas mesmas regiões pobres e ofereceu consultas oftalmológicas e lentes gratuitas para crianças e professores.
Em julho de 2017 foi lançada a 4ª Campanha ZEISS Better Vision Children e, a cada par das lentes ZEISS MyoVision vendidos, cinco dias de refeições gratuitas eram doadas. Com mais de sete mil pares de lentes vendidos, cerca de 37,500 mil refeições foram fornecidas.

Indonésia

“Ajudar os outros a se ajudarem”. Para seguir esse lema, a ZEISS apoia centros de treinamentos nas regiões mais remotas do mundo. Nesses centros, além de tratamento para os pacientes, médicos e enfermeiros são capacitados para usar instrumentos de ponta capazes de diagnosticar diversos tipos de doenças.
Para o Cicendo Eye Hospital, por exemplo, inaugurado em 2005, a ZEISS providenciou lâmpadas de fenda, lasers e microscópios cirúrgicos.

Oceania

Austrália

A ZEISS, em cooperação com a Dresden Optics, está trabalhando em um novo modelo de negócios para levar cuidados oftalmológicos de qualidade para as áreas remotas e desfavorecidas da Austrália. O objetivo é tornar acessível o uso dos óculos de prescrição para essas regiões. Para isso, são usados trailers equipados com os mais modernos dispositivos oftalmológicos.

“Nós da ZEISS estamos felizes de apoiar essa iniciativa. Ainda é um plano pequeno, mas é o primeiro passo para uma verdadeira ajuda para pessoas que estão há anos sem uma consulta oftalmológica”, diz Hilke Fitzsimmons, responsável pela ZEISS Vision Care Australia.

Como funcionam as lentes EnergizeMe?

O uso de lentes de contato por um longo período pode trazer desconforto ao usuário. Hoje, com o uso intenso de dispositivos digitais, tanto nos momentos de lazer como no trabalho, essa irritação na visão pode aparecer ainda mais rapidamente. De acordo com uma pesquisa feita pela ZEISS, 65% dos usuários de lentes oculares, ao chegarem em casa, preferem usar óculos, principalmente para ler e ver televisão. Foi a partir desta necessidade que a ZEISS decidiu desenvolver lentes especiais para os usuários de lentes de contato.

As lentes EnergizeMe proporcionam o descanso ideal para os olhos fatigados porque suaviza a transição entre lentes oculares e óculos. Como as lentes de contato disponibilizam uma liberdade muito grande para os movimentos dos olhos, o músculo ciliar se cansa rapidamente. O que a tecnologia EnergizeMe faz é, por meio de seu desenho, acompanhar os movimentos dos olhos e da cabeça do paciente, relaxando por completo sua visão.

Além disso, essa linha exclusiva da ZEISS ganha ainda mais complexidade com as tecnologias Digital Inside – que proporciona visão nítida e sem fadiga para leitura em dispositivos digitais – e DuraVision BlueProtect – que conta com revestimento que filtra a luz azul e garante mais resistência para as lentes.

Veja um pouco mais das tecnologias de ZEISS EnergizeMe:

Para se ter uma ideia do potencial deste novo produto, segundo os testes realizados pela ZEISS, 9 de cada 10 usuários sentiram sua visão mais relaxada após o uso das lentes EnergizeMe. São números como esse que fazem esse produto ser altamente recomendado por especialistas da área. Um estudo feito nos Estados Unidos, na Alemanha, na China e na Itália, apontou que 85% dos profissionais do setor óptico sugerem o uso das lentes EnergizeMe aos usuários de lentes de contato.

Confira a opinião da Doutora Tânia Schaefer, especialista em oftalmologia, e saiba mais sobre os benefícios dessa lente:

Como funciona a tecnologia Freeform?

Por muito tempo na indústria oftalmológica, a criação de lentes com tamanhos e desenhos específicos para cada usuário parecia ser impossível. Mas, foi justamente uma tecnologia desenvolvida pela ZEISS que tornou isso possível. No entanto, antes de você entender o que é e como funciona a tecnologia Freeform, é necessário compreender o funcionamento básico de uma lente progressiva.

Imagine que uma lente progressiva é dividida em duas partes: inferior e superior. A primeira é responsável por apresentar um campo direcionado à leitura, enquanto a segunda é usada para visão à distância e para transição entre as duas zonas, fornecendo visão clara para espaços intermediários.

Nas bordas destas duas partes, por conta das leis da física, ocorrem distorções que podem variar de intensidade dependendo da qualidade do design da lente progressiva. É para corrigir essas aberrações que existe a tecnologia Freeform, que é o cálculo preciso e individualizado de uma lente para reduzir ao máximo as áreas periféricas de distorção. No final, isso resulta em uma melhora na visão e adaptação do usuário.

Na Carl Zeiss Vision, para atingir o que é chamado como superfície Freeform, diversos componentes e variáveis são levados em conta para, junto com a ajuda de cálculos matemáticos e da prescrição do usuário, alcançar e produzir a melhor lente. Com esse método, qualquer necessidade pessoal do usuário pode ser levada em consideração para atingir uma lente progressiva perfeita. 

Todos esses processos meticulosos resultam em campos de visão mais amplos que, posteriormente, proporcionarão melhores condições visuais ao usuário. Entre os cálculos matemáticos, por exemplo, está a medição da distância entre as pupilas do paciente, que define o centro óptico que, na verdade, é a sua verdadeira visão. Ao término do processo, isso será de extrema importância para desenvolver uma lente que propõe correção da visão de longe e de perto. Outra vantagem da tecnologia é a possibilidade de combiná-la com a ZEISS Digital, formando um produto único, capaz de oferecer visão perfeita, ergonômica e livre de qualquer tipo de deformação para quem passa horas em frente aos mais diversos dispositivos digitais, como computador, celular, e tablet.

Desde que foi criada, em 1981, a tecnologia Freeform coleciona uma série de datas marcantes e importantes para a ZEISS. No dia 12 de maio de 2000, a tecnologia foi introduzida no Gradal Individual®, as lentes mais personalizadas oferecidas pela ZEISS. Já em 2006, o FrameFit® possibilitou a criação de lentes nos mais diferentes formatos – redondo, retangular, pequeno, grande – essencial para atender o gosto do cliente. Fora isso, desde 2010, toda a linha de lentes progressivas da ZEISS são acompanhadas com a Freeform, inclusive as lentes de sol e lentes esportivas.

Assim, a tecnologia Freeform aparece como ideal para você ter lentes únicas para seu estilo de vida, proporcionando mais conforto e, claro, a melhor visão.

O estresse dos seus olhos

De acordo com pesquisas feitas pela Organização Mundial de Saúde, cerca de 90% da população do planeta sofre com estresse. No Brasil, esse problema atinge 70% dos habitantes sendo que, desses, 30% chegam a ter níveis elevados do transtorno. Mesmo não sendo considerado doença, essa condição, prolongada por muito tempo, pode prejudicar alguns aspectos de nossa saúde e qualidade de vida. A visão, por exemplo, é apenas uma das áreas que podem ser afetadas. Em todo o mundo, 60% das pessoas com menos de 45 anos, que podem ou não usar óculos, sofrem especificamente desse mal.

A fadiga ocular, conhecida na medicina como astenopia, atinge até 90% das pessoas que trabalham com computadores. Mas não são apenas os usuários de tecnologia que podem sofrer com o estresse dos olhos. Quem dirige ou lê por muito tempo também pode sofrer algumas consequências. Isso acontece porque nossos olhos não foram “feitos” para ficarem fixados por longos períodos em apenas um ponto. Ao fazer isso, ele se cansa e, assim, surgem os sintomas da fadiga ocular que, normalmente, podem se estender para outras partes de nosso corpo.

Os sintomas mais comuns da fadiga ocular são: dor de cabeça, dor nos olhos, olhos vermelhos, visão irritada, olhos secos ou lacrimejantes, visão embaçada ou dupla, sensibilidade à luz, dor no pescoço, ombros e costas, sensação de cansaço, além de dificuldade em se concentrar. Claro, vale lembrar que todos esses fatores podem se intensificar caso a pessoa tenho problemas não resolvidos de miopia, hipermetropia ou astigmatismo.

Existem diversas medidas que você pode tomar para se prevenir da fadiga ocular. Dormir bem, por exemplo, é primordial para ter uma boa visão, justamente por ser durante o sono que nossos olhos recebem os nutrientes que necessitam. Já no trabalho, o ideal é, a cada vinte minutos, desviar o olhar da tela e focar a visão em outro ponto. Fora isso, mantenha as telas sempre limpas, já que manchas também dificultam o foco da visão. Tente não usar dispositivos eletrônicos por longos períodos de tempo. Se isso não for possível, mantenha o computador em uma distância de 50 a 70 centímetros dos olhos, e regule o controle de brilho da tela.

Para poder contar com horas de conexão diária, sem interrupção, e proteção contra as luzes emitidas por dispositivos digitais, o mais indicado é usar a linha de lentes ZEISS Digital, que reduzem todos os sintomas típicos da fadiga ocular.

Raio-X da Visão

Enxergar. Um ato cotidiano para a maioria, um sentido vital que é exercitado desde o nascimento. Talvez por parecer tão simples, é fácil esquecer como a visão humana é complexa, um verdadeiro encadeamento de mecanismos que permitem a transformação da luz em imagens. Por isso, conhecer a formação da visão é tão importante para saber como cuidar melhor destes órgãos fantásticos.

Tudo começa com pequenas partículas emitidas pela luz, os fótons. Conforme circulam pelo ambiente, os fótons “esbarram” nos objetos e são direcionados para os nossos olhos. A partir do momento em que os tocam, começa um complicado processo para transformar a informação da luz em impulso elétrico, para que o cérebro consiga processá-la.

Primeiramente, a luz atravessa um tecido transparente, a córnea, e atinge a pupila, cuja principal função é regular a entrada da luz. A pupila é controlada pela íris, a parte colorida do olho, formada por músculos que ganham pigmentação conforme o tempo, o que explica o fato de que muitos bebês nascem com olhos azuis que escurecem com a idade.

Depois de atravessar a córnea e a pupila, a luz viaja pelo humor aquoso – líquido que preenche e hidrata a cavidade formada por córnea e o cristalino, outra importante peça deste mecanismo. O cristalino atua como as lentes das máquinas fotográficas, controlando o foco das imagens. Ele passa por um processo chamado acomodação, no qual os músculos que o controlam se contraem ou relaxam para focar em diferentes distâncias. Ambos são transparentes para permitir a passagem da luz e a opacidade em qualquer um dos dois pode causar perda de visão e cegueira.

Depois de atravessar o cristalino, a luz passa pelo humor vítreo, que é um gel composto por água e colágeno. Ele é responsável por manter a forma, peso e volume do olho e também é transparente para permitir a passagem da luz.

A partir disso, a luz chega à retina, uma das áreas mais sensíveis dos olhos. É através da retina que os estímulos luminosos se transformam em impulsos nervosos transmitidos pelo nervo óptico.

As células que se dedicam a este trabalho são os chamados fotorreceptores. Existem dois tipos dessas células, os cones – que captam as cores – e os bastonetes, que permitem a visão noturna, além de enxergarem o branco e o preto.  Os bastonetes se localizam nas partes laterais dos olhos, enquanto os cones se concentram no centro, mesma região de duas áreas importantes: mácula e fóvea.

Mácula é a denominação do centro da retina. A área contém o dobro de fotorreceptores que as demais partes da retina e é responsável por enxergar detalhes. O centro da mácula é uma depressão chamada fóvea, onde a acuidade visual atinge seu nível mais preciso.

No interior dos olhos, em camadas posteriores à retina, o mesmo tecido que forma a córnea cria a esclera, uma membrana que protege os olhos (visivelmente, a parte branca do globo ocular). Logo abaixo dela está a coroide, que comporta os vasos sanguíneos que nutrirão as células.

Depois de captadas pelas células da retina, as imagens são transmitidas até o cérebro pelo nervo óptico contendo informações como a cor do objeto, sua forma, posição e nível de luminosidade. Um detalhe importante é que, como o cristalino é uma lente convergente – ou seja, uma lente que direciona os raios de luz para um mesmo ponto – a imagem projetada na retina é invertida.

A conversão para a posição normal ocorre no centro de processamento da visão no cérebro, o lobo occipital. Essa região, localizada do lado direito inferior da cabeça, é a maior responsável pela elaboração das imagens e doenças neurológicas, como epilepsia, ou impactos na área podem levar à cegueira permanente.

Diferente de muitos órgãos do corpo, como fígado e pele, as células oculares dificilmente se regeneram, assim como os neurônios, o que torna a visão um bem extremamente precioso. Uma vez que qualquer uma de partes é permanentemente danificada, as chances de recuperar a visão são mínimas, se não nulas. Portanto, a melhor maneira de garantir uma visão saudável é através da prevenção e do acompanhamento médico regular.

Como funcionam as lentes ZEISS Digital Lenses®?

Atualmente é impossível pensar em como seria o dia a dia sem a tecnologia. Os aparelhos eletrônicos estão por todos os lados e são indispensáveis nas mais diversas tarefas, no entanto, essa é uma evolução muito recente, para a qual nosso corpo ainda não está completamente preparado.

Entre os órgãos mais exigidos pelas telas de aparelhos como notebooks e smartphones estão os olhos. Como a distância de leitura para esses aparelhos é menor do que a exigida pelo papel, os músculos que movimentam os olhos para gerar o foco acabam trabalhando mais para focalizar entre uma distância tão próxima e as demais.

Esse deslocamento contínuo é uma das causas da fadiga ocular digital, que costuma acontecer a partir dos 30 anos. O resultado são sintomas desconfortáveis, como dores de cabeça, no pescoço e olhos cansados.

Pensando nisso, a ZEISS desenvolveu suas lentes ZEISS Digital Lenses®, que são especialmente otimizadas para ajudar a reduzir o desconforto de quem passa horas diante do computador. Mas no que elas se diferenciam de lentes comuns?

Primeiramente, o usuário não precisa ter alguma dioptria – o popular grau – para se beneficiar do conforto proporcionado pelas lentes ZEISS Digital Lenses®. Elas podem ser usadas por pacientes que já têm lentes monofocais, multifocais ou ainda não usam óculos.

Isso porque na parte inferior elas contam com uma pequena ampliação que torna mais confortável a leitura em aparelhos digitais, levando em conta não apenas fatores como brilho das telas e distância de leitura, mas também o comportamento do usuário para ler nestes dispositivos.

O campo de visão para longe das lentes ZEISS Digital Lenses® é ampliado, fazendo com que a adaptação para pessoas que usam óculos monofocais ou ainda não usam óculos seja mais fácil. Elas também contam com um corredor otimizado que ajuda a facilitar a transição entre as distâncias, o que permite que os olhos relaxem.

Versáteis, elas também podem ser combinadas com outras tecnologias ZEISS, como a PhotoFusion, ampliando a gama de situações em que podem ser úteis. Outra ferramenta importante das lentes ZEISS Digital Lenses® é o filtro de luz azul, que reduz a exposição dos olhos à essa faixa de luminosidade que é emitida por aparelhos eletrônicos.

Essa característica é muito importante pois, além de diminuir o cansaço causado por essa luz, as lentes também protegem os olhos, que podem ser afetados negativamente em casos de exposição muito intensa à luz azul e até desenvolver doenças como a degeneração macular.

Como todos esses benefícios, as lentes ZEISS Digital Lenses® se destacam como as lentes mais indicadas para o mundo moderno: um produto inovador e de qualidade, feito para que você possa aproveitar o melhor que a tecnologia pode oferecer, de forma segura e prazerosa.

Como funciona o i.Terminal?

Os usuários de óculos já sabem: depois de escolher a armação ideal, os óticos sempre medem as pupilas para só depois seguir com o processo de fabricação das lentes. Mas, afinal, porque é tão importante fazer essa medição? E como o i.Terminal pode deixar esse processo muito mais eficaz?

A medição – ou centralização pupilar – determina as distâncias entre as pupilas e vários pontos do rosto e é fundamental para ajustar as lentes na posição correta e garantir que tenham nitidez e foco. Erros na centralização podem prejudicar ainda mais a visão, além de serem os responsáveis por 40% dos problemas de adaptação que os usuários de lentes multifocais sentem, como tonturas e dores de cabeça.

Existem algumas formas diferentes de medir as pupilas. A medição manual é a mais imprecisa, pois consiste em medir as distâncias pupilares sem equipamentos, apenas com a impressão visual do profissional ótico.

Também é possível utilizar um aparelho chamado pupilômetro, que consegue captar de maneira um pouco mais precisa as distâncias pupilares. Em geral, ele se parece com um binóculo, porém é mais quadrado e é encaixado diretamente nos olhos do paciente, enquanto o técnico óptico faz a medição.

Um dos problemas do pupilômetro é que ele costuma captar apenas duas distâncias: a DNP (distância naso-pupilar), que é o espaço entre o centro do nariz e a pupila, e a DP, (distância pupilar), que é a medida de uma pupila à outra. A altura pupilar, distância medida entre a pupila e a base inferior das lentes, é extremamente importante para os usuários de lentes multifocais, pois determina a distribuição dos campos de visão e muitas vezes não é captada por esses aparelhos, o que explica também as falhas de centralização.

Atualmente existem tecnologias que permitem uma medição muito mais precisa e confortável para os pacientes, como o sistema i.Terminal, da ZEISS.  Basicamente, tudo o que o técnico óptico precisa fazer é apertar um botão. O software inteligente é capaz de calcular sete medidas do rosto com precisão de até 0,01mm, o que o torna 84% mais exato que os processos de medição manual. Dessa forma, o i.Terminal consegue gerar diagnósticos feitos unicamente para o paciente, possibilitando a melhor correção ocular possível.

Outra grande vantagem é seu formato inovador. O i.Terminal é projetado como uma torre ajustável, que vai de 1,2m a 2,08m de altura, permitindo o conforto de crianças, cadeirantes e pacientes mais altos.

Além de ser muito mais completo que os demais processos, o i.Terminal é também 60% mais rápido que os processos manuais. Todas as medidas são calculadas em segundos, o que é muito mais confortável para os pacientes – especialmente crianças -, que não precisam ficar imóveis por tanto tempo.

O i.Terminal 2 também está disponível na versão mobile e pode ser controlado através de um tablet, garantindo ainda mais facilidade aos processos.  É importante lembrar que, apesar de ser anterior à fabricação das lentes, a centralização é determinante para o bom resultado dos óculos, por isso, apostar em tecnologia para tornar esse processo mais preciso é o primeiro passo para uma experiência visual única.

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