Visão Archives - Olhares do Mundo

O DNA dos seus olhos

A ZEISS desenvolveu uma ferramenta de análise de visão que você pode utilizar para determinar seus hábitos de visão pessoais. O Perfil Minha Visão preparado pela ZEISS determina suas exigências visuais a partir das seguintes esferas da vida:

 

  • Mundo de trabalho
  • Atividades diárias
  • Atividades digitais
  • Mobilidade
  • Atividades de lazer

 

O resultado final é o seu Perfil de Visão pessoal e uma solução recomendada em lentes da ZEISS que é personalizada precisamente para seus hábitos visuais pessoais – tudo sem custo e sem obrigações.

Em seguida, você pode levar o seu Perfil de Visão pessoal na forma impressa ou código QR para um oculista ZEISS em sua área. O oculista irá testar a sua visão e examinar seus olhos. Com os resultados do Perfil Minha Visão e o exame dos olhos, seu oculista irá aconselhá-lo e recomendar a solução em lentes ZEISS que mais se enquadra às suas necessidades.

Confira o Perfil Minha Visão abaixo:
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Como funciona o revestimento DuraVision BlueProtect?

A exposição por um longo período aos espectros de luz azul pode ser prejudicial aos nossos olhos. Por outro lado, deixar de usar aparelhos eletrônicos não é uma opção. Estamos cercados por celulares, computadores, tablets e televisões em nossos momentos de lazer e em nosso ambiente de trabalho. É normal que, ao final do dia, uma pessoa que passou muito tempo interagindo com diversos dispositivos que emitem luz azul sinta seus olhos desgastados. Foi pensando nessas pessoas que a ZEISS desenvolveu o revestimento DuraVision® BlueProtect.

Essa tecnologia exclusiva da ZEISS é ideal para usuários que se preocupam com os efeitos nocivos da luz azul e que procuram proteção adequada para esse problema. Ao mesmo tempo, a DuraVision® BlueProtect permite a passagem da luz azul “saudável” para o corpo. Esse tipo de luz, quando exposta aos nossos olhos com moderação, é importante para regular os níveis de melatonina em nosso corpo. Esse hormônio é essencial porque  controla nosso biorritmo e o nosso bem-estar.

Filtrar a luz azul é mais do que necessário. Se a exposição ao espectro se torna invasiva, pesquisam mostram que os prejuízos podem ser devastadores. Além de causar inflamações dolorosas na membrana conjuntiva e na córnea, o excesso de luz azul violeta pode produzir lesões no cristalino do olho, que causa catarata, e na retina, que pode gerar um quadro de degeneração macular.

Mas não são apenas seus olhos que recebem cuidado extra. Suas lentes também estão mais seguras graças ao revestimento DuraVision®. Essa camada protetora literalmente endurece a superfície da lente, o que aumenta a resistência contra danos em até três vezes em comparação aos produtos concorrentes. Fora isso, ela também reduz os reflexos da luz e torna a lente mais resistente à sujeira e mais fácil de limpar.

Um olhar sobre a cegueira

Cerca de 80% da nossa percepção do mundo é construída por meio da visão. De longe, entre todos os órgãos dos sentidos, os olhos são os mais importantes. Quando sentidos como olfato e paladar param de funcionar, mesmo que momentaneamente, são nossos olhos que nos protegem de diversos perigos. A ZEISS atua em diversos países para levar atendimento oftalmológico aos mais necessitados e combater a cegueira.

Celebrada anualmente em outubro, a Semana da Visão tem como foco principal atrair os olhares do mundo para os problemas relacionados à oftalmologia. Hoje, 36 milhões de pessoas ao redor do globo estão completamente cegas. Desse total, 80% dos casos poderiam ter sido evitados. Enquanto existe a recomendação de que crianças e adultos se consultem com um oftalmologista pelo menos uma vez por ano, mais de dois bilhões de pessoas não têm qualquer tipo de acesso a este serviço. Para resolver esse problema em um ano, seria necessário marcar mais de 6 milhões de consultas por dia, 250 mil por hora, ou 70 por segundo. Números como esse mostram como é importante um olhar atento para essa adversidade.

Na Semana da Visão, confira as iniciativas da ZEISS nos cinco continentes:

América

Estados Unidos

Em parceria com a TOMS, a ZEISS desenvolveu uma coleção especial de óculos, denominada “Discoverist Collection”. Os óculos são equipados com lentes polarizadas que repelem brilhos indesejados produzidos pelo reflexo da água, asfalto e neve. Em troca de usar um produto de extrema qualidade, o usuário ajuda a restaurar a visão de pessoas por meio do financiamento de exames oculares, óculos de prescrição e cirurgias. Assim, cada par de óculos da coleção vendido ajuda a trazer visão clara para um pessoa necessitada. Saiba mais em: http://www.toms.com/the-discoverist-collection

Paraguai

Com o trabalho conjunto entre ZEISS e IAPB (Agência Internacional de Prevenção à Cegueira), foi inaugurado, em 2013, um centro oftalmológico de diagnóstico, terapia e treinamento em Assunção, capital do Paraguai. A ideia por trás destes centros é capacitar outros hospitais da região para, aos poucos, criar uma rede avançada e moderna capaz de combater os diversos problemas da visão até mesmo nas áreas mais remotas do país.

Europa

Alemanha

Para buscar “uma visão inigualável para todos”, funcionários da ZEISS na Alemanha criaram uma instituição de caridade para ajudar diretamente e arrecadar doações para os necessitados. Chamada de “Miracle of Sight”, a instituição procura capacitar centros oftalmológicos de correção de visão para crianças em países menos desenvolvidos. Isso é importante já que uma visão ruim é o principal motivo pelo qual os jovens saem da escola cedo. Assim, uma visão saudável irá impactar positivamente na carreira educacional das crianças. Para conhecer mais sobre o projeto e para doar, acesse: www.miracleofsight.org

Geórgia

A prática mostra que em regiões economicamente mais fracas, o treinamento pode ser um passo fundamental para alcançar uma qualidade de vida melhor. Como parceira da ICO (Conselho Internacional de Oftalmologia), a ZEISS apoia todos os programas de bolsa da instituição. Esses programas apoiam talentos notáveis da área do cuidado visual que vivem em regiões menos favorecidas. Os alunos passam meses em hospitais equipados com máquinas modernas desenvolvendo suas habilidades em oftalmologia para, depois, aplicar seus conhecimentos em seu país de origem.

Nos países em rápido desenvolvimento, médicos bem treinados são essenciais para prevenir doenças oculares e sintomas de cegueira. Além da Geórgia, médicos do México, Quênia, Índia, Etiópia, Síria, Paquistão e China também são convidados para esse tipo de programa.

África

Uganda

Mesmo com o maior centro oftalmológico da África Ocidental, Uganda sofre com a falta de acesso aos equipamentos mais modernos. A ZEISS, em apoio ao Benedictine Eye Hospital, na cidade de Tororo, doou um Tonômetro, dispositivo responsável por medir a pressão intraocular.

Fundado na década de 80, o Benedictine Eye Hospital é o hoje o mais importante da região. Além de atender moradores locais, o hospital também é responsável por levar assistência médica para pessoas que vivem em um raio de até 100 quilômetros de distância.

Sudão

O Shaheed a Fadheel Maz Center, em Cartum, capital do Sudão, foi inaugurado em março de 2016. O centro de treinamento oftalmológico é anexado ao Khartoum Teaching Eye Hospital (KTEH), hospital que atende mais de 70 mil pacientes por ano. Além disso, o KTEH também é responsável por treinar estudantes de outros países africanos. Lá, os médicos aprendem técnicas avançadas para cirurgias de retina e facoemulsificação. Para este centro, a ZEISS providenciou, além de lâmpadas de fenda e tonômetros, um ZEISS VISALIS 500, sistema próprio para facoemulsificação, e um ZEISS OPMI LUMERA, microscópio cirúrgico equipado com Rescan 700.

Nigéria

O University College Hospital, na cidade de Ibadan, é um centro de treinamento amparado pela ZEISS desde 2006. São diversos lasers oftalmológicos e microscópios cirúrgicos que são usados pelos 20 médicos do Departamento de Oftalmologia.

Tanzânia

Na cidade de Moshi fica localizado um centro de treinamento, fundado em 2007, apoiado pela ZEISS em colaboração com a Kilimanjaro Christian Medical Center.

Ásia

Índia

A ZEISS está liderando projetos para encontrar soluções sustentáveis que possam resolver os problemas relacionados à visão na Índia rural. Lá, 300 milhões de pessoas que necessitam de correção visual não tem qualquer tipo de acompanhamento médico. E como a raiz desse problema é a falta de profissionais e infraestrutura, o programa “Aloka Vision Programme” procura fornecer estruturas básicas para alcançar os moradores das áreas rurais. Para mais informações sobre o programa, acesse: https://www.zeiss.com/corporate/international/week-of-sight/en_de/desktop/week-of-sight/aloka-vision-programme.html

China

Desde 2014, a ZEISS Better Vision Children Aid Campaign, leva cuidado para a saúde dos olhos de crianças que foram abandonadas. A partir do momento que entrou no mercado da China, a ZEISS rapidamente alcançou marcas de sucesso. Ao mesmo tempo, como uma empresa que preza pelo suporte aos mais necessitados, levar programas como esse ao país é uma forma de demonstrar gratidão pelo reconhecimento do povo chinês.
Em agosto de 2014, a ZEISS iniciou a 1ª Campanha ZEISS Better Vision Children. Em apenas um mês, em cooperação com a Free Lunch Fund, a ZEISS arrecadou fundos para 108,560 mil refeições gratuitas para crianças que vivem em áreas pobres. Junto com a distribuição das refeições, a ZEISS visitou escolas dessas mesmas regiões pobres e ofereceu consultas oftalmológicas e lentes gratuitas para crianças e professores.
Em julho de 2017 foi lançada a 4ª Campanha ZEISS Better Vision Children e, a cada par das lentes ZEISS MyoVision vendidos, cinco dias de refeições gratuitas eram doadas. Com mais de sete mil pares de lentes vendidos, cerca de 37,500 mil refeições foram fornecidas.

Indonésia

“Ajudar os outros a se ajudarem”. Para seguir esse lema, a ZEISS apoia centros de treinamentos nas regiões mais remotas do mundo. Nesses centros, além de tratamento para os pacientes, médicos e enfermeiros são capacitados para usar instrumentos de ponta capazes de diagnosticar diversos tipos de doenças.
Para o Cicendo Eye Hospital, por exemplo, inaugurado em 2005, a ZEISS providenciou lâmpadas de fenda, lasers e microscópios cirúrgicos.

Oceania

Austrália

A ZEISS, em cooperação com a Dresden Optics, está trabalhando em um novo modelo de negócios para levar cuidados oftalmológicos de qualidade para as áreas remotas e desfavorecidas da Austrália. O objetivo é tornar acessível o uso dos óculos de prescrição para essas regiões. Para isso, são usados trailers equipados com os mais modernos dispositivos oftalmológicos.

“Nós da ZEISS estamos felizes de apoiar essa iniciativa. Ainda é um plano pequeno, mas é o primeiro passo para uma verdadeira ajuda para pessoas que estão há anos sem uma consulta oftalmológica”, diz Hilke Fitzsimmons, responsável pela ZEISS Vision Care Australia.

Como funcionam as lentes EnergizeMe?

O uso de lentes de contato por um longo período pode trazer desconforto ao usuário. Hoje, com o uso intenso de dispositivos digitais, tanto nos momentos de lazer como no trabalho, essa irritação na visão pode aparecer ainda mais rapidamente. De acordo com uma pesquisa feita pela ZEISS, 65% dos usuários de lentes oculares, ao chegarem em casa, preferem usar óculos, principalmente para ler e ver televisão. Foi a partir desta necessidade que a ZEISS decidiu desenvolver lentes especiais para os usuários de lentes de contato.

As lentes EnergizeMe proporcionam o descanso ideal para os olhos fatigados porque suaviza a transição entre lentes oculares e óculos. Como as lentes de contato disponibilizam uma liberdade muito grande para os movimentos dos olhos, o músculo ciliar se cansa rapidamente. O que a tecnologia EnergizeMe faz é, por meio de seu desenho, acompanhar os movimentos dos olhos e da cabeça do paciente, relaxando por completo sua visão.

Além disso, essa linha exclusiva da ZEISS ganha ainda mais complexidade com as tecnologias Digital Inside – que proporciona visão nítida e sem fadiga para leitura em dispositivos digitais – e DuraVision BlueProtect – que conta com revestimento que filtra a luz azul e garante mais resistência para as lentes.

Veja um pouco mais das tecnologias de ZEISS EnergizeMe:

Para se ter uma ideia do potencial deste novo produto, segundo os testes realizados pela ZEISS, 9 de cada 10 usuários sentiram sua visão mais relaxada após o uso das lentes EnergizeMe. São números como esse que fazem esse produto ser altamente recomendado por especialistas da área. Um estudo feito nos Estados Unidos, na Alemanha, na China e na Itália, apontou que 85% dos profissionais do setor óptico sugerem o uso das lentes EnergizeMe aos usuários de lentes de contato.

Confira a opinião da Doutora Tânia Schaefer, especialista em oftalmologia, e saiba mais sobre os benefícios dessa lente:

Como funciona a tecnologia Freeform?

Por muito tempo na indústria oftalmológica, a criação de lentes com tamanhos e desenhos específicos para cada usuário parecia ser impossível. Mas, foi justamente uma tecnologia desenvolvida pela ZEISS que tornou isso possível. No entanto, antes de você entender o que é e como funciona a tecnologia Freeform, é necessário compreender o funcionamento básico de uma lente progressiva.

Imagine que uma lente progressiva é dividida em duas partes: inferior e superior. A primeira é responsável por apresentar um campo direcionado à leitura, enquanto a segunda é usada para visão à distância e para transição entre as duas zonas, fornecendo visão clara para espaços intermediários.

Nas bordas destas duas partes, por conta das leis da física, ocorrem distorções que podem variar de intensidade dependendo da qualidade do design da lente progressiva. É para corrigir essas aberrações que existe a tecnologia Freeform, que é o cálculo preciso e individualizado de uma lente para reduzir ao máximo as áreas periféricas de distorção. No final, isso resulta em uma melhora na visão e adaptação do usuário.

Na Carl Zeiss Vision, para atingir o que é chamado como superfície Freeform, diversos componentes e variáveis são levados em conta para, junto com a ajuda de cálculos matemáticos e da prescrição do usuário, alcançar e produzir a melhor lente. Com esse método, qualquer necessidade pessoal do usuário pode ser levada em consideração para atingir uma lente progressiva perfeita. 

Todos esses processos meticulosos resultam em campos de visão mais amplos que, posteriormente, proporcionarão melhores condições visuais ao usuário. Entre os cálculos matemáticos, por exemplo, está a medição da distância entre as pupilas do paciente, que define o centro óptico que, na verdade, é a sua verdadeira visão. Ao término do processo, isso será de extrema importância para desenvolver uma lente que propõe correção da visão de longe e de perto. Outra vantagem da tecnologia é a possibilidade de combiná-la com a ZEISS Digital, formando um produto único, capaz de oferecer visão perfeita, ergonômica e livre de qualquer tipo de deformação para quem passa horas em frente aos mais diversos dispositivos digitais, como computador, celular, e tablet.

Desde que foi criada, em 1981, a tecnologia Freeform coleciona uma série de datas marcantes e importantes para a ZEISS. No dia 12 de maio de 2000, a tecnologia foi introduzida no Gradal Individual®, as lentes mais personalizadas oferecidas pela ZEISS. Já em 2006, o FrameFit® possibilitou a criação de lentes nos mais diferentes formatos – redondo, retangular, pequeno, grande – essencial para atender o gosto do cliente. Fora isso, desde 2010, toda a linha de lentes progressivas da ZEISS são acompanhadas com a Freeform, inclusive as lentes de sol e lentes esportivas.

Assim, a tecnologia Freeform aparece como ideal para você ter lentes únicas para seu estilo de vida, proporcionando mais conforto e, claro, a melhor visão.

O estresse dos seus olhos

De acordo com pesquisas feitas pela Organização Mundial de Saúde, cerca de 90% da população do planeta sofre com estresse. No Brasil, esse problema atinge 70% dos habitantes sendo que, desses, 30% chegam a ter níveis elevados do transtorno. Mesmo não sendo considerado doença, essa condição, prolongada por muito tempo, pode prejudicar alguns aspectos de nossa saúde e qualidade de vida. A visão, por exemplo, é apenas uma das áreas que podem ser afetadas. Em todo o mundo, 60% das pessoas com menos de 45 anos, que podem ou não usar óculos, sofrem especificamente desse mal.

A fadiga ocular, conhecida na medicina como astenopia, atinge até 90% das pessoas que trabalham com computadores. Mas não são apenas os usuários de tecnologia que podem sofrer com o estresse dos olhos. Quem dirige ou lê por muito tempo também pode sofrer algumas consequências. Isso acontece porque nossos olhos não foram “feitos” para ficarem fixados por longos períodos em apenas um ponto. Ao fazer isso, ele se cansa e, assim, surgem os sintomas da fadiga ocular que, normalmente, podem se estender para outras partes de nosso corpo.

Os sintomas mais comuns da fadiga ocular são: dor de cabeça, dor nos olhos, olhos vermelhos, visão irritada, olhos secos ou lacrimejantes, visão embaçada ou dupla, sensibilidade à luz, dor no pescoço, ombros e costas, sensação de cansaço, além de dificuldade em se concentrar. Claro, vale lembrar que todos esses fatores podem se intensificar caso a pessoa tenho problemas não resolvidos de miopia, hipermetropia ou astigmatismo.

Existem diversas medidas que você pode tomar para se prevenir da fadiga ocular. Dormir bem, por exemplo, é primordial para ter uma boa visão, justamente por ser durante o sono que nossos olhos recebem os nutrientes que necessitam. Já no trabalho, o ideal é, a cada vinte minutos, desviar o olhar da tela e focar a visão em outro ponto. Fora isso, mantenha as telas sempre limpas, já que manchas também dificultam o foco da visão. Tente não usar dispositivos eletrônicos por longos períodos de tempo. Se isso não for possível, mantenha o computador em uma distância de 50 a 70 centímetros dos olhos, e regule o controle de brilho da tela.

Para poder contar com horas de conexão diária, sem interrupção, e proteção contra as luzes emitidas por dispositivos digitais, o mais indicado é usar a linha de lentes ZEISS Digital, que reduzem todos os sintomas típicos da fadiga ocular.

Raio-X da Visão

Enxergar. Um ato cotidiano para a maioria, um sentido vital que é exercitado desde o nascimento. Talvez por parecer tão simples, é fácil esquecer como a visão humana é complexa, um verdadeiro encadeamento de mecanismos que permitem a transformação da luz em imagens. Por isso, conhecer a formação da visão é tão importante para saber como cuidar melhor destes órgãos fantásticos.

Tudo começa com pequenas partículas emitidas pela luz, os fótons. Conforme circulam pelo ambiente, os fótons “esbarram” nos objetos e são direcionados para os nossos olhos. A partir do momento em que os tocam, começa um complicado processo para transformar a informação da luz em impulso elétrico, para que o cérebro consiga processá-la.

Primeiramente, a luz atravessa um tecido transparente, a córnea, e atinge a pupila, cuja principal função é regular a entrada da luz. A pupila é controlada pela íris, a parte colorida do olho, formada por músculos que ganham pigmentação conforme o tempo, o que explica o fato de que muitos bebês nascem com olhos azuis que escurecem com a idade.

Depois de atravessar a córnea e a pupila, a luz viaja pelo humor aquoso – líquido que preenche e hidrata a cavidade formada por córnea e o cristalino, outra importante peça deste mecanismo. O cristalino atua como as lentes das máquinas fotográficas, controlando o foco das imagens. Ele passa por um processo chamado acomodação, no qual os músculos que o controlam se contraem ou relaxam para focar em diferentes distâncias. Ambos são transparentes para permitir a passagem da luz e a opacidade em qualquer um dos dois pode causar perda de visão e cegueira.

Depois de atravessar o cristalino, a luz passa pelo humor vítreo, que é um gel composto por água e colágeno. Ele é responsável por manter a forma, peso e volume do olho e também é transparente para permitir a passagem da luz.

A partir disso, a luz chega à retina, uma das áreas mais sensíveis dos olhos. É através da retina que os estímulos luminosos se transformam em impulsos nervosos transmitidos pelo nervo óptico.

As células que se dedicam a este trabalho são os chamados fotorreceptores. Existem dois tipos dessas células, os cones – que captam as cores – e os bastonetes, que permitem a visão noturna, além de enxergarem o branco e o preto.  Os bastonetes se localizam nas partes laterais dos olhos, enquanto os cones se concentram no centro, mesma região de duas áreas importantes: mácula e fóvea.

Mácula é a denominação do centro da retina. A área contém o dobro de fotorreceptores que as demais partes da retina e é responsável por enxergar detalhes. O centro da mácula é uma depressão chamada fóvea, onde a acuidade visual atinge seu nível mais preciso.

No interior dos olhos, em camadas posteriores à retina, o mesmo tecido que forma a córnea cria a esclera, uma membrana que protege os olhos (visivelmente, a parte branca do globo ocular). Logo abaixo dela está a coroide, que comporta os vasos sanguíneos que nutrirão as células.

Depois de captadas pelas células da retina, as imagens são transmitidas até o cérebro pelo nervo óptico contendo informações como a cor do objeto, sua forma, posição e nível de luminosidade. Um detalhe importante é que, como o cristalino é uma lente convergente – ou seja, uma lente que direciona os raios de luz para um mesmo ponto – a imagem projetada na retina é invertida.

A conversão para a posição normal ocorre no centro de processamento da visão no cérebro, o lobo occipital. Essa região, localizada do lado direito inferior da cabeça, é a maior responsável pela elaboração das imagens e doenças neurológicas, como epilepsia, ou impactos na área podem levar à cegueira permanente.

Diferente de muitos órgãos do corpo, como fígado e pele, as células oculares dificilmente se regeneram, assim como os neurônios, o que torna a visão um bem extremamente precioso. Uma vez que qualquer uma de partes é permanentemente danificada, as chances de recuperar a visão são mínimas, se não nulas. Portanto, a melhor maneira de garantir uma visão saudável é através da prevenção e do acompanhamento médico regular.

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